Análise e Discussão Big Data Eleições

A análise de dados na mira das Eleições de 2016

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A internet se tornou um local de acirramento e de troca de ideias. É cada vez mais frequente cidadãos se organizarem por canais como Facebook, Youtube e blogs.

Lá, eles defendem propostas variadas que, de uma forma ou de outra, querem dar um um jeito na condição atual do país.

Essa movimentação influencia diretamente no modo como as pessoas estão entendendo a política no Brasil. 

Elas fazem análises constantes que vão além das mesas de bar, ou da sala da própria casa, e tomam conta das redes sociais. Tudo isso gera milhões de mensagens, posts, imagens, opiniões e, consequentemente, infinitos dados para geração de insights que podem ser insumos para quaisquer campanhas políticas.

É óbvio que todas as vantagens de uma estratégia baseada em Big Data Analytics não passariam despercebidas diante de toda essa avalanche de dados. Atualmente, diversas soluções de Big Data já estão sendo utilizadas no cenário político, auxiliando na tomada de decisões e na construção de programas de governo afinados com a vontade da população.

Por que não usar os dados das redes sociais e de outros contextos para, quem sabe, prever o comportamento e a opinião do eleitor?

Análise preditiva para campanhas eleitorais no Brasil

Embora esse tema seja realmente novo, aqui bem perto de nós já temos exemplos desse tipo de trabalho. Guiada por Big Data, a Hekima atuou durante as eleições de 2014 fazendo análises preditivas das reações dos eleitores e até mesmo do curso dos pleitos.

Contratados pela equipe responsável pela campanha de Dilma, os profissionais da Hekima criaram e potencializaram métodos, análises e técnicas capazes de fortalecer o trabalho da candidata e a ajudaram a chegar à vitória usando Big Data. Veja abaixo uma das palestras feitas pelo sócio-fundador da empresa sobre o case.

De olhos bem abertos

Que tipo de interferência esse novo poder do cidadão tem nas eleições municipais de 2016? Bom, o período tem tudo para ser fértil no que diz respeito aos debates e os partidos têm que estar de olho no mundo virtual – que já interfere diferente nas urnas.

Por meio da mineração de dados é possível saber o que o eleitor pensa sobre o candidato X ou Y. E a análise desses dados é imprescindível para se conhecer o público alvo, o que ele pensa, quais causas defende e quais críticas constrói nas redes. O ano de 2014, inclusive, já mostrou o quanto as mídias sociais podem ser úteis para informar, opinar e promover engajamento.

Conectados com a urna

Segundo a BBC, 2014 foi o pleito mais conectado do mundo, batendo recordes de público falando sobre o assunto. Em 69 dias de disputa, 674,4 milhões de posts no Facebook foram criados, comentados e curtidos, sendo uma média de 5,96 milhões por dia. Imagine nas eleições de 2016!

Pensando nessa nova realidade, é impossível deixar de falar das eleições envolvendo Barack Obama, que viraram um grande caso de sucesso. Ele já estava inserido nessa zona de confronto de ideias no pleito de 2008 e na sua reeleição em 2012. Suas campanhas foram um marco na disputa americana, que incluiu fortemente a tecnologia e Big Data Analytics como aliados.

Enquanto os outros candidatos apostavam no horário de TV ou nas antigas malas diretas pelo correio, o atual presidente dos EUA também se concentrava em entender o que pensava o eleitor nas redes sociais e como ele poderia atingir seu eleitorado nesse meio. Parte de sua estrutura de campanha era comparável a um centro de pesquisa científica!

Mas não só as eleições americanas têm esse poder. No Brasil isso também já é realizado. Com o uso da mineração e análise de dados é possível se ter um panorama definido e atualizado, 7 dias por semana, 24 horas por dia, da realidade nas redes sociais. E isso, juntamente com as pesquisas tradicionais, dá um novo rumo às candidaturas, impedindo que elas caiam em percepções apenas subjetivas ou baseadas num grupo menor de entrevistados.

As redes sociais ampliam exponencialmente a voz das pessoas. Basta que os candidatos tenham as ferramentas certas para ouvir.  No que pensa o eleitor: mobilidade urbana? Meio ambiente? Moradia? Direitos humanos? Big Data Analytics pode responder e entender o que milhões de pessoas estão falando nas mídias sociais.

E você, como acha que a internet pode influenciar em uma eleição? Conte para nós!