Análise e Discussão Big Data

A arte e o uso de Big Data

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Big Data vem ganhando cada vez mais espaço como ferramenta para aumentar a competitividade das marcas em seus mercados.

Se até pouco tempo atrás o tema não era tão claro e os gestores não entendiam bem o que podem obter desta tecnologia, agora ela vem se tornando tão popular que já começa a extrapolar o ambiente de negócios.

Um exemplo de aplicação, digamos, inusitada de Big Data é no mundo das artes. Artistas, curadores e institutos artísticos estão utilizando a tecnologia de formas criativas e surpreendentes, para demonstrar como as ciências exatas, modelos estatísticos e técnicas de visualização estão muito mais ligadas à criatividade, storytelling e expressão artística do que se pode imaginar.

Os resultados dessa união impensada são extremamente interessantes. Vamos conhecer alguns deles?

500 crianças vítimas de guerras em um único rosto

A UNICEF utilizou os recursos de Big Data para criar a personagem Sofia, uma menina em 3D, cujo rosto é resultado da fusão dos rostos de 500 crianças vítimas de guerras contemporâneas, em países como Ucrânia, Iêmen e Síria.

A campanha “Eu sou Sofia” é uma ação da entidade para alertar sobre as situações de calamidade às quais milhões de crianças são submetidas em regiões em guerra, especialmente no norte da África, Oriente Médio e o sul Europa Oriental. A campanha também busca arrecadar doações para ajudar a aplacar o sofrimento destas crianças.

Sofia foi criada por animadores 3D que trabalharam em filmes como Planeta dos Macacos e Avatar, utilizando Big Data para coletar e processar características de fotos de 500 crianças reais afetadas por guerras em seus países. Essas imagens foram mescladas digitalmente, dando origem ao rosto da personagem.

O vídeo oficial da campanha traz algumas informações sobre o processo de construção da personagem, mas mais importante, alerta para a situação de milhões de crianças ignoradas pelo resto do mundo em áreas de guerra:

Bilhões de tweets georreferenciados tomam forma de arte

A Mapbox, empresa especializada em geotagueamento, conduziu um experimento com a visualização de grandes cidades ao redor do mundo baseada em dados do Twitter, tomando como referência o local onde as pessoas fizeram cada postagem.

Foram coletados dados de cerca de 3 bilhões de tweets georreferenciados, durante aproximadamente 2 anos. O resultado são as belíssimas imagens que parecem fotos espaciais noturnas das cidades, mas na verdade são composições digitais 100% geradas por sistemas computacionais.

The Next Rembrandt

Poderia a tecnologia trazer de volta o grande mestre da pintura do século XVII, Rembrandt, para criar mais uma obra de arte?

Este é o propósito do projeto The Next Rembrandt, que desafia os limites entre a arte e a tecnologia no desafio de criar uma nova pintura de Rembrandt (obviamente em um sentido figurado) utilizando a análise de dados para determinar qual seria a próxima obra deste ícone das artes plásticas.

Cientistas de dados e artistas trabalharam em conjunto analisando uma infinidade de obras do pintor, totalizando 150 Gigabytes de imagens digitalmente renderizadas para extrair o “DNA artístico” do estilo de Rembrandt.

Para determinar como seria uma possível nova obra, 346 pinturas foram estudadas e indexadas. Por fim, um software projetado exclusivamente para este fim trabalhou por mais de 500 horas na renderização das imagens para compreender o estilo do pintor e gerar hipóteses — você pode acompanhar o processo e entender o resultado no vídeo do projeto.

Você ficou surpreendido com esses tipos de aplicação de Big Data? Eles demonstram que a tecnologia pode servir a áreas extremamente distintas e até inusitadas.

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