Big Data Cases

11 cases de sucesso com Big Data

cases de sucesso com big data
0
*Este artigo foi originalmente publicado em 29/06/15 e seu conteúdo foi atualizado e estendido em 14/12/16.

Até algumas décadas atrás, a simples contratação de uma empresa de pesquisas de mercado era suficiente para desvendar o comportamento do consumidor. Um estudo analítico profundo poderia dar sinais sobre o futuro da economia e o seu setor de atuação.

Mas esse universo empresarial estático ficou para trás. O dinamismo da troca de informações das mídias sociais, a formação de um novo consumidor, exigente, antenado e conectado 24 horas à web, além da “inundação” de novos entrantes em todos os segmentos, ampliando a concorrência e confundindo o seu target, fizeram com que a compreensão plena do mercado só pudesse ser alcançada por meio do trabalho aprofundado com centenas de variáveis internas e externas, a serem coletadas e processadas por poderosos softwares.

Estamos falando de Big Data, que permite às empresas mapearem e compreenderem plenamente seus consumidores, otimizarem seus processos de negócios ou enxergarem antes da concorrência uma eventual mudança de tendência.

A importância do trabalho com Big Data é tão grande que companhias de todos os segmentos já o fazem (inclusive brasileiras), gerando grandes resultados em seus negócios. É o que você verá neste artigo, com 11 cases de sucesso com Big Data de companhias e instituições que investiram na coleta e análise de grandes volumes de dados. Confira!

1. Ministério da Justiça – Brasil

Vamos começar com o setor público. O Ministério da Justiça possui um data warehouse (banco de dados) com mais de 1 bilhão de registros, além de um poderoso supercomputador da IBM, chamado Watson, capaz de coletar, agrupar e processar petabytes de dados em frações de segundos. O objetivo do Ministério com o uso de Big Data é identificar indícios de ações ilícitas, sobretudo ligadas à lavagem de dinheiro.

2. Maplink

A Maplink, empresa especializada na digitalização de mapas, passou a utilizar, nos últimos anos, um software de rastreamento por satélite, cruzando centenas de milhares de dados oriundos de mais de 400 mil automóveis em São Paulo – tudo em tempo real.

Esse trabalho de tecnologia avançada possibilitou à empresa fazer um diagnóstico preciso do trânsito da cidade, indicando todos os pontos de lentidão, as razões e possíveis alternativas.

Por exemplo, enquanto em um dado momento a Maplink revelava que a cidade tem mais de 400 km de ruas congestionadas, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) apontava, erroneamente, menos da metade dessa quilometragem. Viu como a tecnologia faz diferença no nível de eficiência dos resultados finais – além de permitir o desenvolvimento das chamadas smart cities?

3. UPS

Empresa norte-americana de transporte e logística, a UPS tinha o desafio de otimizar o seu cronograma de rotas, tornando-as mais eficientes e menos dispendiosas possíveis. Era necessário então fazer um estudo matemático e milimétrico, cruzando todas as rotas de todos os seus veículos, e avaliando também velocidade, pressão, tempo gasto em cada entrega, RPM e por aí vai.

Evidentemente, a imensidão de variáveis tornava impossível à mente humana chegar a resultados sólidos. Entretanto, a instalação de sensores em todos os veículos da empresa permitiu que ela chegasse a uma solução para suas rotas. Após um extenso período de testes, resultados práticos foram alcançados: quase 5 milhões de litros de gasolina economizados anualmente, redução de manutenção e maior rapidez nas entregas dos produtos.

Baixe_aqui_seu_Ebook (12)

4. NOAA

A National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), organização pertencente ao governo dos EUA, recolhe cerca de 30 petabytes de dados diariamente por meio de satélites, da instalação de sensores em vias e de outros recursos.

O resultado do investimento foi o aumento da eficiência e exatidão das previsões de mudanças atmosféricas, predições de tempestades e tornados com muito mais antecedência e a possibilidade de vender todas as informações preditivas geradas para outras empresas, tanto do setor público quanto do privado (setor agrícola, por exemplo).

5. Nike

A maior fabricante de materiais esportivos do planeta fechou uma parceria com uma empresa especialista em tecnologia, no intuito de desenvolver um software que fosse usado por praticantes de running, informando a eles frequência de batimentos cardíacos, velocidade, quantidade de passos dados, distância percorrida e muitos outros dados.

O “pulo do gato”, neste caso, foi integrar esse app com as redes sociais, estimulando amigos e fãs de corrida a compartilharem suas informações, propiciando uma certa “competição” entre os atletas.

O estímulo a esse comportamento multiplicou exponencialmente a quantidade de dados gerados diariamente, os quais são usados pela Nike para compreender seu público, melhorar seus produtos ou desenvolver novos modelos de tênis e roupas esportivas.

Banner_EDIT

6. Danone

A Danone norte-americana tinha a necessidade de melhorar sua cadeia logística na distribuição de um certo tipo de iogurte (o ‘Grego’, no caso). Como o produto perecia com rapidez, ele precisava ser produzido e entregue ao varejo em sincronia quase matemática.

Isso se tornou possível apenas com o cruzamento de informações de rotas, tempo de entrega e prazo de validade.

7. J.P. Morgan

O dinamismo extremo do mercado financeiro resulta na produção diária de milhões de dados, índices e indicadores, os quais devem ser combinados no intuito de formar direcionamentos mais sólidos do que poderá ocorrer no próximo minuto.

O banco norte-americano J.P. Morgan trabalha há anos com estudos de algoritmos complexos, conceitos de redes neurais e cruzamento de dados por meio de sistemas de Big Data Analytics para prever tendências e entender quando comprar ou vender ações.

 

Baixe_aqui_seu_Ebook (11)

8. Rolls-Royce

Quando se fala em Rolls-Royce, muitas características da marca logo vêm à mente das pessoas: tradição, elegância, status. Contudo, é principalmente pela inovação tecnológica que a empresa automobilística inglesa, subsidiária da BMW, tem se destacado ultimamente.

A Rolls-Royce vem implementando soluções de Big Data para otimizar seus processos de manutenção. Os motores e sistemas de propulsão dos veículos da companhia têm centenas de sensores embutidos, que registram todos os detalhes de funcionamento das máquinas e enviam, aos engenheiros da marca (espalhados pelos centros de serviço da empresa ao redor do mundo), dados em tempo real sobre quaisquer mudanças de desempenho delas.

A equipe de engenheiros cruza e analisa estes dados, possibilitando tomadas de decisão rápidas e assertivas para evitar e/ou resolver qualquer problema de funcionamento dos carros.

Segundo a Rolls-Royce, a adoção de tecnologias de Big Data para diagnosticar falhas, corrigi-las e evitá-las de ocorrerem novamente diminuiu significantemente os custos de manutenção de seus veículos.

9. American Express

A American Express, empresa norte-americana de serviços financeiros, passou a investir em Big Data ao perceber que os insights gerados pelas ferramentas tradicionais de BI não estavam sendo suficientes para diminuir as taxas de cancelamento de seus clientes.

A companhia desenvolveu sofisticados modelos preditivos para analisar históricos de transações dos usuários de seus cartões de crédito, além de 115 variáveis, para prever potenciais churns. Após a implementação de uma solução de Big Data em seus processos, a American Express acredita ser capaz, por exemplo, de identificar 24% de seus clientes australianos que pretendem encerrar suas contas dentro dos próximos quatro meses.

Baixe_aqui_seu_Ebook_10 (7)

10. Under Armour

Já falamos em um tópico anterior sobre como a Nike tem utilizado Big Data em seus negócios. E justamente uma de suas rivais de mercado, a Under Armour, também tem implementado a análise e coleta de dados em suas estratégias para desbancar a eterna líder do fornecimento de materiais esportivos.

A marca investiu, recentemente, 710 milhões de dólares na compra de três criadoras de aplicativos de ginástica, a fim de ter acesso aos dados dos mais de 120 milhões de usuários combinados destes apps.

De posse destes gigantescos volumes de informação, e em parceria com uma empresa de wearables (tecnologias vestíveis), a Under Armour planeja fornecer, a atletas e praticantes regulares de esportes que desejam melhorar suas performances, um conjunto completo de expertises, atividades e rastreamento nutricional.

O objetivo da ação? Ajudar seus usuários a evoluírem, claro. Porém, ainda mais importante: segundo a Under Armour, quanto mais incentivadas e animadas estas pessoas ficam, mais inclinadas a comprarem novos equipamentos de esporte da marca elas se tornam.

11. Pinterest

O Pinterest, rede social de compartilhamento de imagens, chegou recentemente a mais de 150 milhões de usuários ativos mensais. Um de seus trunfos para o sucesso é a utilização de Big Data e machine learning (aprendizado de máquina) para personalizar ao máximo a experiência de seus usuários.

A equipe técnica do Pinterest vem refinando o sistema de recomendação da rede ano após ano. Para alcançar este objetivo, seus cientistas de dados têm implementado inteligência artificial, um sistema de ranking mais rápido e conteúdo localizado.

Customer Analytics- mini-banner blog (1)

Bom, depois destes cases de sucesso no uso de Big Data, ficou claro que estamos falando de uma poderosa tecnologia para negócios de qualquer tamanho e segmento. Existem hoje milhares de empresas que têm investido nas soluções de Big Data para realizarem a captação e interpretação de dados.

Se você também tem interesse na coleta e análise de dados para guiar as tomadas de decisão do seu negócio, recorra a especialistas que possuem expertise no assunto e os mais modernos softwares do planeta.

Quer mais exemplos de negócios e marcas que utilizam, com sucesso, Big Data? Então leia os artigos abaixo:

E você, gostou dos cases de sucesso com Big Data que escolhemos? Conhece algum que ainda não apareceu por aqui? Compartilhe-o com a gente!

Related Post