Análise e Discussão Big Data

Big Data e a indústria da moda

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A tendência para o próximo verão, além das cores neutras e do animal print, é o uso de Big Data!

Você não leu errado: a indústria da moda – que, como qualquer outra, precisa conhecer a concorrência e descobrir novas possibilidades no mercado – também tem utilizado a análise de dados para dar mais opções aos fashionistas na hora da tomada de decisões.

É possível se debruçar sobre as movimentações das compras no varejo, saber o que é dito nas redes sociais e blogs especializados, analisar relatórios de revistas que tratam do assunto, monitorar sites das grandes marcas no mundo, contabilizar a preferência de compra do consumidor. Tudo isso pode indicar o rumo das próximas coleções.

Veja alguns exemplos da utilização do Big Data na indústria da moda:

Calvin Klein ou Yves Saint Laurent?

Na Penn State University, universidade estadual da Pensilvânia, pesquisadores queriam demonstrar que o uso de Big Data também poderia se adequar à moda. O objetivo era identificar a rede de influência entre as grandes marcas, seus estilistas e como essas tendências movem o mercado.

Durante o monitoramento, mais de 6 mil comentários de 816 estilistas fizeram parte do banco de dados, assim como a cobertura de 30 temporadas de moda entre 2000-2014. O site da revista Vogue, foi outra fonte de dados a auxiliar na coleta de informações.

A partir deste monitoramento, os pesquisadores produziram um mapa dos designers mais influentes para ser ponto de partida para outros usos, como previsão de tendências e identificação de estilistas em alta. A adequação do bolso do consumidor a esta ou aquela coleção também está entre as possibilidades de utilização da pesquisa.

Big Data do começo ao fim

Para as marcas que vendem no varejo, os consumidores são o alvo principal na utilização das ferramentas de análise de dados. Elas querem, assim, fabricar o produto certo na hora certa. Hoje em dia, com uma oferta vasta de mercadorias tanto em lojas online quanto físicas, as empresas precisam ter uma visão de 360º do mercado.

Segundo o vice-presidente global de TI do grupo Adidas, Michael Voegele, a marca utiliza computação in-memory e internet das coisas para criar um sistema de Big Data que seja estratégico, não perca de vista a concorrência, aproxime ainda mais seus consumidores e conquiste novos. A empresa, que tem 50 mil funcionários em 110 países, vende cerca de 650 bilhões de produtos por ano e possui mais de 150 mil pontos de contato com os consumidores por meio do varejo, e-commerce e atacado. Impossível pensar no seu sucesso sem uma forma eficiente de análise de dados.

Dados são acessórios de luxo

A Luxottica, que produz óculos para marcas como Ray-ban, Bulgari, Dolce & Gabbana e Chanel, também aposta nas soluções de Big Data para conhecer melhor quem compra no mercado eyewear e quais as previsões para o seu negócio. Como a empresa fabrica, licencia e ainda tem pontos de vendas em mais de 100 países, é preciso integrar os dados e suas várias dimensões.

Para Tiziano Cembali, diretor de Analytics do Consumidor da Luxxotica, a empresa lida com dados muito diversificados e de fontes diversas, como histórico de compras, atendimento ao cliente, marketing e um banco de dados de 40 milhões de registros. Sem essas informações analisadas, eles não seriam líderes no que fazem. E a empresa ainda quer mais, como agregar aos dados fotos de clientes usando óculos pelo mundo.

As lojas de departamentos também estão se adaptando à realidade da era Big Data. Este artigo da Financial Mail indica que a influência dos dados vai desde a montagem da vitrine até a remodelação total de uma loja. Seja para criar estratégia de preços, buscar inteligência de mercado ou adquirir novos clientes, Big Data Analytics tem auxiliado várias marcas de roupas a continuarem competitivas no mercado.

Fica cada vez mais claro que é possível utilizar análise de dados em todos os tipos de negócios. E você, já havia imaginado o uso de Big Data no mundo da moda? Conte pra gente!

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