Análise e Discussão Big Data Cases

Big Data oferece múltiplas aplicações à indústria de telecomunicações

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Como sabemos, Big Data é aliado dos mais variados setores. No mercado de telecomunicações não seria diferente. As pessoas estão conectadas 24 horas por dia, com a tecnologia móvel fornecendo e/ou sendo meio de cada vez mais serviços – de redes sociais à internet das coisas.

No meio dessa ultraconectividade, as empresas de telecom precisam saber como tirar vantagem do rastro de informações que os usuários deixam pelo caminho. Com um volume diversificado de dados, que viajam através de suas redes, elas podem otimizar o serviço ofertado, aprimorar a experiência do cliente, se tornarem mais competitivas e aumentar seus lucros, como você verá neste artigo.

Solução para a crise? Dados!

Aplicativos como o WhatsApp redefiniram o modo tradicional de se comunicar por telefone. Então, como as companhias de telecomunicações podem se reinventar para retomar as rédeas de seus negócios? Para a consultoria Frost and Sullivan, a resposta para a transformação digital e a retomada do crescimentos das telecom reside em Big Data.

Segundo a consultoria, por enquanto, há resistência – e até desconhecimento – acerca da utilização da análise de grandes quantidades de dados para a indústria de telecomunicações. Contudo, o quadro vem mudando. Ainda de acordo com a F&S, em 2016, o investimento total desta indústria em Big Data no mercado latino-americano – liderado por Brasil e México – atingiu US$ 633,3 milhões. E a tendência é que esse número triplique até 2022.


Leia também: Big Data e Inteligência Artificial: números e estatísticas impressionantes


Dados relevantes

O que o usuário de telecomunicações (telefones e internet) pode fornecer em informação valiosa para as telecom (para citar só alguns):

  • Como ele se comunica (voz, SMS, dados);
  • Histórico de atendimento dele com a empresa;
  • O que ele faz nas redes sociais;
  • Padrões de compra na internet;
  • Visitas em sites e estilo de navegação;
  • Idade, endereço, sexo;
  • Localização geográfica.

As possibilidades de utilização em telecomunicações

Hoje, as empresas de telecomunicações já utilizam Big Data para melhorar o relacionamento com o cliente, mas o céu (ou a nuvem) é o limite. Com base nos dados gerados pelos usuários, as empresas são capazes de realizar análises preditivas – destacando as possibilidades de resultados e crescimentos –, melhorias na experiência com os serviços de localização (e ganhar dinheiro com isso, como veremos no case logo abaixo) e propagandas melhor direcionadas.

Além disso, a partir da mineração de grandes volumes de dados, é possível às companhias de telecom compreender o potencial de novas ofertas, produtos e serviços, prever a capacidade de demanda da rede que será utilizada em determinados horários, reduzir o churn do cliente – que muitas vezes “pula” de operadora em operadora – e melhorar o planejamento geral da empresa.

E tem mais: soluções personalizadas para o usuário, integração de informações entre os serviços contratados pelo cliente e conhecimento do perfil de cada pessoa com um telefone na mão ou acessando a internet. Se as empresas precisam saber mais sobre quem usa seus serviços, é só olhar os dados com mais atenção.

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Case: Sprint Corporation

A consultoria Deloitte reforça também a necessidade de as empresas de telecomunicações investirem em Big Data. Para os analistas da consultoria, por meio da análise de dados é possível melhorar a experiência do cliente e adquirir uma compreensão mais profunda de quais serviços são mais utilizados. Isso sem falar em organizar informações, combinar insights do mercado e tornar eficiente a inteligência da empresa para reduzir custos e gerar novos fluxos de receita.

É o que faz a Sprint Corporation, empresa norte-americana de telecomunicações. A corporação transformou seus dados de usuários móveis em valor de negócio com a venda de anúncios que se tornam certeiros e mais personalizados baseados em localizações de GPS.

A empresa vende dados de real valor, já que atrás de cada celular há um usuário se deslocando, acessando, comprando. Arco, flecha e alvo. Com isso, a Sprint sabe por onde anda (literalmente) o seu cliente e tem como dado valioso o comportamento dele no Twitter, Facebook, Instagram, Google e por aí vai. Daí, é só fechar o ciclo de preferências e oferecer o que pode interessar, segundo “falam” os dados que ele mesmo deixou. Tudo isso em tempo real.

É importante destacar que a empresa tem o total consentimento do cliente, que cede esses dados por meio de cadastros e downloads de apps. Se eles dão os dados, por que não aproveitá-los da melhor forma?

E você? Tem mais ideias de como utilizar big data no setor de telecomunicações? Conte pra gente.

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