Análise e Discussão Big Data Cases

Big Data empresta poder aos heróis

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Hulk, Capitão América, Viúva Negra, Homem Aranha. Quem gosta de quadrinhos não perde de vista o HQ do seu personagem preferido, nem resiste aos lançamentos de filmes dos heróis da Marvel.

De 2008 – ano de lançamento do primeiro Homem de Ferro – até hoje, mais de US$ 9 bilhões de dólares foram faturados nas bilheterias mundiais com os filmes da empresa. Desde então, já são 12 longa-metragens contando as sagas de protagonistas nos quadrinhos.

E não é somente o martelo de Thor que dá poderes aos filmes da companhia. No artigo de hoje, você vai entender porque Big Data Analytics é tão importante para esse sucesso quanto a inteligência fora de série de Tony Stark.  

Dados heroicos

Há sete décadas, a Marvel tem leitores fiéis de suas histórias. Para integrar esses fãs a seu universo, uma gama de produtos faz com que as HQs cerquem os amantes dos quadrinhos por todos os lados: roupas, revistas, séries, brinquedos, games, filmes. Tudo para que eles se sintam parte do enredo.

Uma rede tão integrada de informações, inclusive criando links entre um filme e outro e deixando pistas do que há por vir, precisa da ajuda luxuosa de ferramentas de dados e uma big organização.

Pensando nisso,  a Marvel criou um enorme banco de dados com todas as informações sobre seus personagens para que nada se perdesse e as histórias continuassem a ser contadas com coerência, independentemente dos roteiristas ou desenhistas que trabalhassem nelas. Ou seja, a constante análise de dados virou estratégia até mesmo para a criação artística das produções.

Sem a ação analítica de ferramentas capazes de proporcionar um data mining eficiente, a Marvel não seria capaz de organizar, relacionar e, consequentemente, continuar produzindo grandes blockbusters a partir de mais de 70 anos de dados sobre cada um dos heróis e seus antagonistas.

Mas, a atuação heroica das ferramentas de Big Data não para por aí. Também utilizando a análise de dados, a empresa de quadrinhos consegue compilar e mensurar as milhares de opiniões de seus fãs, o que lhe fornece insumo para entender melhor o que cada herói tem de ponto forte e ponto fraco. Dessa maneira, é possível destacar as qualidades mais adoradas, de acordo com o gosto de freguês.

No cinema e na TV

O lançamento de “Demolidor” (Daredevil), numa parceria entre a Marvel e Netflix, também tem muito de Big Data envolvido. A Netflix, nós já sabemos: é uma empresa que trabalha com análise de dados diariamente para personalizar o atendimento e melhorar cada vez mais seu conteúdo.

Conhecendo os hábitos dos clientes através das ferramentas de dados, as empresas cruzaram as suas informações sobre os fãs dos quadrinhos, dos filmes e definiram a viabilidade de cada uma das possíveis séries. Ou seja, a saga do herói cego só está sendo contada porque os leitores queriam muito vê-lo numa série.

Na mesma onda, a recém lançada “Jessica Jones” também merece destaque. A heroína é protagonista da segunda série assinada pela Marvel para o serviço de streaming e já acumula críticas positivas desde que estreou em novembro deste ano.

O sucesso não é obra do acaso, a Netflix sabia que os esforços para criar conteúdo original junto com a empresa de quadrinhos não dariam resultados assertivos sem Big Data, que mostra como os consumidores de HQs estão famintos por esse tipo de produto, além de indicar (ou prever) a forma, o corpo e a personalidade da justiceira nova iorquina.

Já no cinema, o lançamento esperado pelos fãs é o filme Capitão América: Guerra Civil,  que teve o primeiro trailer divulgado no fim de novembro e já conquistou um recorde: foi o mais visualizado da história da Marvel com 61 milhões de views nas primeiras 24 horas!

O acúmulo de informações que a Marvel tem sobre o personagem ao longo da sua história, como podemos verificar na Marvel Wikia, cria um fio condutor que torna possível, por exemplo, que o Capitão América continue o mesmo daqui a 100 anos. Tudo, é claro, com liberdade para que a empresa ressalte um ou outro poder de acordo com a preferência e a geração de fãs.

A arte imita os dados

Vale a pena aproveitar a deixa: tem Big Data nos quadrinhos e também tem quadrinhos explicando Big Data. O ‘Termos de serviço: entendendo o nosso papel no mundo Big Data’ (Terms of Service: Understanding Our Role in The World of Big Data), de Michael Keller e Josh Neufeld, é um web comic que conta os caminhos e a evolução do grande volume de dados no mundo através de tirinhas.

Ah, e também é possível identificar Big Data em outros filmes, que não têm relação direta com o mundo dos quadrinhos, como é o caso de Matrix, Moneyball e O Jogo da Imitação. Aqui no blog já falamos sobre isso: Big Data também é coisa de cinema.

Cada vez fica mais explícito como Big Data Analytics pode solucionar problemas em qualquer lugar, do entretenimento à saúde. Isso pode parece até mesmo mais eficiente que os raios gama que transformaram Bruce Banner.

E você, o que achou dessa mistura de quadrinhos, cinema e Big Data? Queremos saber!

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