Análise e Discussão Big Data

A importância de Big Data para a Indústria 4.0

indústria 4.0
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Análise de dados, internet das coisas, automação, robôs, cloud. A indústria 4.0 parece até uma compilação de tudo que a gente vem falando neste blog há tempos. Também, pudera. O que vem sendo chamado de “quarta revolução industrial” está diretamente ligado à coleta e análise de um grande volume de dados. Ou seja, a Big Data.

E também não é à toa que um dos princípios da indústria 4.0 é a interoperabilidade, em que os fatores humano e tecnológico interagem com os dados, possibilitando à indústria ditar tendências ao mesmo tempo em que é alimentada por ‘modos de usar’, ‘necessidades’ e ‘preferências’ dos consumidores. Não é só tecnologia de ponta; é alta interação e sinergia.

Indústria e dados

Como as indústrias podem obter vantagens integrando esse modo de pensar em seus ciclos e processos internos? Há várias contribuições a serem coletadas de usuários que usam um determinado tipo de carro, por exemplo. Quais os problemas mais comuns no motor ou na carroceria? Qual a cor mais vendida? Qual é o acessório mais acoplado? Homens ou mulheres preferem esse modelo? Se não compram esse carro, qual adquirem? Enfim, esse cenário apresenta uma infinidade de possibilidades que podem ser exploradas por diversos tipos de mercados.

Antecipar e prever necessidade-desejo-vontade. Esse é um dos papéis de Big Data na indústria 4.0. É parte essencial da revolução. O que nos faz pensar que é aqui também que o consumidor assume um novo papel nessa linha de produção: ele, a partir de toda essa interação e poder de influência no produto, faz também parte da elaboração desse carro, perfume, tênis. Nem Ford pensaria melhor.

Números da indústria 4.0

A indústria 4.0 deve movimentar US$ 15 trilhões em 15 anos. Nos Estados Unidos, tal mercado já parece estar mais cristalizado e todas as tendências relacionadas são otimistas. De acordo com um relatório divulgado pela BP, a previsão é que, até 2050, exista um potencial para aumentar os volumes de produção e reduzir custos em até 13% em alguns segmentos industriais.

Já a Pricewaterhouse Coopers (PwC) entrevistou cerca de duas mil empresas – de setores variados, como defesa, espacial, automobilístico – em 26 países do globo sobre a indústria 4.0. Chegaram a números interessantes:

  • 72% das empresas industriais acham que o uso de Big Data e análise de dados trarão mais qualidade para relações com clientes e que isso influenciará ao longo do ciclo de vida do produto;
  • 86% dos industriais esperam ter custos menores e receitas maiores nos próximos cinco anos;
  • 35% das empresas que já adotam o modelo de indústria 4.0 esperam ganhos acima de 20% nos próximos cinco anos.

E o mais importante: a análise de dados e confiança digital são as bases dessa nova indústria inteligente e 4.0.

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É fundamental separar o joio do trigo

Todas essas informações coletadas, armazenadas e analisadas conduzem a indústria 4.0 por um caminho de decisões mais acertadas em relação ao consumidor e a linhas de produção mais eficientes. Mas é preciso que os dados sejam bem tratados (no sentido literal da palavra mesmo).

Em posse dos dados certos, a indústria tem mais possibilidade de sucesso na produção e nas vendas. Tudo isso depende de uma etapa fundamental para o trabalho de big data: a fase de data preparation. Ela é crucial, pois pode garantir o sucesso de um projeto ou jogá-lo ao fracasso; é nesse momento em que os dados serão “peneirados” para alcançar o objetivo estratégico do trabalho com Big Data.

Data preparation é importante também para colocar em prática um dos pilares dessa indústria inteligente: a simulação. É aqui que são desenvolvidos novos produtos, diminui-se a possibilidade de falhas, reduz-se o tempo e os custos na produção (ou na elaboração do projeto), aumenta-se a produtividade, erros são encontrados com mais facilidade (que podem ser ajustados a tempo, já que é uma etapa de simulação) e as soluções são mais rapidamente encontradas. Essa é a hora de combinar dados e misturar possibilidades.

Conseguir flexibilizar e customizar o produto que vai para a prateleira requer uma extraordinária apuração e qualidade de dados. Pense bem: a indústria 4.0, com os dados certos em mãos, conseguirá fazer o caminho inverso da massificação que os consumidores estavam tão acostumados. Pelo visto, começamos a trilhar o caminho da industrialização segmentada, específica para cada nicho.

E você, o que enxerga como potencial desse mix entre a indústria 4.0 e Big Data?

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