Análise e Discussão Big Data

Big Data no combate a doenças e epidemias

Big Data no combate a doenças e epidemias
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Atualmente, a Ciência vem fazendo uso dos dados e gerando insights que beneficiam o mais precioso empreendimento de todos: a sua saúde.

O ramo da Medicina tem utilizado cada vez mais a análise de dados para cruzar informações de pacientes e chegar a diagnósticos antes mesmo que doenças se manifestem. É possível também, com a ajuda de Big Data Analytics, indicar se a utilização de um medicamento pode ser perigoso ou não para o doente.

Leia, no artigo de hoje, mais detalhes sobre essa parceria formada por Big Data e Medicina.

Medicamentos na mira dos dados

Um estudo feito pela Universidade de Stanford relaciona um dos remédios mais populares para azia ao risco de ataque cardíaco. Ele aumenta de 16% a 20% as chances de problemas no coração e essa descoberta só foi possível por meio da mineração de dados.

Os medicamentos, normalmente vendidos com os nomes de Prilosec e Nexium – são inibidores de bomba de protons ou IPPs –, não precisam de prescrição médica e faturaram cerca de US$ 13 bilhões em 2014. Ou seja, muita gente usa o remédio inadvertidamente.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo projetaram algoritmos para mapear os registros eletrônicos de saúde de três milhões de pacientes e analisaram os diversos dados disponíveis. O cruzamento das informações possibilitou aos médicos olharem para além das suas anotações e traçarem uma relação do uso do medicamento a problemas cardíacos.

É possível também conter epidemias com Big Data

O HealthMap é um poderoso aliado para que os especialistas em saúde possam conter epidemias como a Malária, o Ebola ou a Febre Chikungunya. A plataforma tem acesso a dados dos sistemas de saúde e da Organização Mundial de Saúde, é de fácil acesso e qualquer cidadão pode saber o avanço das doenças mapeadas em todo o mundo.

É possível visualizar o mapa por doença ou localização. Os governos, por meio desses dados, podem avaliar a melhor forma de conter os danos ou de evitar que doenças cheguem a países vizinhos de regiões em que uma epidemia está em curso, por exemplo.

AIDS e Big Data

O Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais estuda e acompanha a mutação do vírus da AIDS também por meio de dados. Para isso foi criado o software de Interpretação de Genotipagem, a fim de detectar a resistência genotípica (mutações do HIV) em pacientes que utilizam os remédios para a doença. A partir desse estudo e análise de dados, é também possível fazer estimativas nas diferentes áreas geográficas e subtipos circulantes da doença naqueles locais.

Big Data ajuda também a conter custos

Já na Clínica da Universidade de Boston, Big Data Analytics tem ajudado a conter os custos, prevenindo os dólares gastos com internações por meio das melhorias na assistência a pacientes.

Com o auxílio de diagnósticos, resultados de exames, prescrições médicas, entradas no pronto-socorro e internações anteriores, é possível verificar o risco que o paciente tem de voltar para o hospital e, com essas informações, prevenir problemas futuros. Por meio da mineração de dados, o software identifica possíveis doentes, tratando-os previamente e economizando com a sua não internação.
E você, já ficou sabendo de algum caso em que os trabalhos relacionados ao Big Data tenham sido relevantes para o avanço das ciências médicas? Compartilhe sua experiência em nossos comentários.

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