A preparação para uma viagem exige planejamento. Saber do clima, arrumar as malas com roupas adequadas, roteiro do que visitar, quantos dias pretende ficar… Barcelona ou Aracaju? Berlim ou Nova Iorque?

Viagens são o melhor exemplo de como utilizamos a análise de dados diretamente na nossa vida, levantando probabilidades e tirando daí previsões.

E é claro que nós não somos os únicos que fazemos isso. A análise inteligente de dados é o segredo de uma das empresas mais inovadoras quando o assunto é viajar: o Airbnb!

A plataforma, que recebeu seu nome a partir da expressão em inglês ‘air bed and breakfast’, faz o intermédio entre hóspedes e anfitriões do mundo todo utilizando Big Data para transformar a estadia do viajante numa experiência prazerosa e confiável. Afinal, escolher qual a melhor localização e acomodação no seu passeio talvez seja um dos principais motivos de sucesso da sua hospedagem em outra cidade.

Minere dados e faça as malas

Utilizando algorítimos para a realização do cruzamento de datas, checkins, checkouts e número de hóspedes, o trabalho de Big Data Analytics permite que o Airbnb faça previsões das épocas mais procuradas, sugerindo melhores preços e prevendo períodos que vão bombar na plataforma.

Com esse tipo de análise o site transforma dados em respostas para perguntas como: Qual a melhor data para viajar? Quando poderei pagar mais barato pela hospedagem? Onde ficar? Quando é mais vantajoso para um anfitrião oferecer o seu imóvel para aluguel?

Tudo isso porque a plataforma permite o acompanhamento em tempo real dos calendários de hospedagem,  datas suscetíveis e possíveis preços para hóspedes e anfitriões em diversas localidades. Um estudo interno da empresa  indica que, caso o anfitrião aceite a sugestão de valores da empresa, a possibilidade de alugar o seu espaço cresce em quatro vezes.

Com todos esses dados obtidos, processados e analisados com ferramentas de  Big Data Analytics, o Airbnb consegue, por exemplo, analisar o histórico do hóspede, seus tipos de imóveis e bairros preferidos, e confrontá-lo com diversos perfis de locatários até encontrar a combinação mais fácil e eficiente possível.

Mi casa, su casa (e seus dados)

Mas, os especialistas do Airbnb também deixam claro que por trás de cada viagem há um tipo de pessoa diferente, que viaja com uma motivação específica e do outro lado encontra outro indivíduo, que cede a sua casa como hospedagem também por motivos únicos. Para eles, é preciso levar em consideração a interação humana. Ela é a cereja do bolo.

Levando em consideração que duas viagens nunca  são idênticas, o Airbnb ainda  utiliza a análise de dados para entender  todas as possíveis variáveis do processo, como um mesmo anfitrião ou viajante que dá votos diferentes para períodos semelhantes ou com o mesmo números de hóspedes.

Para tentar minimizar esse ruído de comunicação entre quem procura o serviço e quem hospeda, a empresa utiliza uma filtragem colaborativa, multiplicando as diversas respostas para um mesmo tipo de viagem e filtrando os padrões.

Dá mais trabalho, mas garante que o que os problemas que não podem ser 100% previstos  – por conta da interação humana e humores diversos dos viajantes – podem , pelo menos, serem reduzidos.

“Avaliamos a experiência de olhar para várias métricas (…) tivemos uma elevação de 3,75% em nossa conversão de reserva e um aumento significativo no número de partidas bem sucedidas entre hóspedes e anfitriões”, diz Bar Ifrach, cientista de dados do Airbnb em São Francisco.

E você, já utilizou a plataforma Airbnb? Ficou mais interessado agora que viu toda a análise de dados envolvida? Conhece outras plataformas de serviços inovadores da internet que trabalham com Big Data?

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