Análise e Discussão Big Data Cases

Como smart cities usam Big Data

hekima
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Já ouviu falar nas smart cities, ou, em português, cidades inteligentes?

São comunidades que usam tecnologias de informação e comunicação para melhorar a performance dos serviços públicos, reduzir custos e potencializar o contato entre cidadãos e governo.

Como isso é possível? Big Data Analytics!

O conceito de smart city ganhou mais atenção nos últimos anos por conta do aumento da urbanização global – em 2014, o equivalente a 54% da população mundial vivia em cidades, com tendência a crescer 1,84% por ano até 2020 – o que cria demanda por serviços mais eficientes.

Para atingir esses objetivos, é preciso criar mecanismos para colher dados e aplicar ferramentas para analisá-los. Os conhecimentos de áreas como gestão pública, engenharia, arquitetura e urbanismo fazem muito mais sentido quando associados aos dados gerados pela própria sociedade.

É aí que entra big data analytics: a resposta tecnológica para que os governos consigam entender, classificar e utilizar positivamente os grandes conjuntos de dados gerados a partir da digitalização da vida social.

Veja alguns exemplos de cidades que já utilizam a análise de Big Data para melhorar os serviços públicos:

Barcelona

Barcelona é uma referência mundial no conceito de smart city e usa Big Data de diversas formas. Por meio dos dados de uso de smartphones por turistas, a gestão da cidade consegue identificar onde e quando o fluxo de visitantes está aumentando, ajudando a determinar de forma mais assertiva qual a quantidade de força policial, por exemplo, é necessária em cada local e horário.

Nas ruas da cidade, um sistema de sensores de luz e metal detecta se uma vaga de estacionamento está ocupada, permitindo, por meio de um aplicativo, que os motoristas vejam onde podem parar o carro. Esses dados também ajudam a área de mobilidade urbana de Barcelona a entender os padrões de uso de veículos e de estacionamento na cidade.

Já a iluminação pública possui sensores em alguns locais que são ativados por movimento, otimizando uso de energia. Estes sensores também colhem informações sobre umidade, temperatura, poluição e ruído.

Singapura

Singapura, que desenvolveu em 2014 o Smart Nation Plan, tem aplicado as análises de Big Data principalmente no sistema de transporte, detectando congestionamentos por meio de sensores de trânsito e do GPS dos carros.

O próximo passo da cidade é implantar um sistema que usa posicionamento de satélite para a cobrança de pedágio de circulação em zonas restritas. O sistema irá determinar a localização exata dos veículos, descobrir a distância percorrida em uma região de alto tráfego de automóveis e cobrar automaticamente do motorista uma taxa pelo uso do caminho.

São mais de um milhão de veículos enviando não só dados de localização, mas também de pagamento. A análise dos dados também poderá permitir que o sistema aprenda qual é a rota habitual do motorista e preveja quanto ele deverá pagar naquele dia, além de sugerir percursos alternativos com preços e durações diferentes.

Londres

A capital do Reino Unido também vem investindo bastante no uso de Big Data para melhorar o transporte, desde a coleta de dados sobre o uso do cartão de metrô para determinar paradas de manutenção até a análise de hábitos de transporte por meio das informações coletadas pelo aplicativo de pagamento de tarifas.

Outro exemplo do uso de Big Data pela cidade é o desenvolvimento de mapas 3D dos fios enterrados na cidade para tornar as manutenções mais rápidas e assertivas.

A tendência é que o conceito de smart city se espalhe pelo mundo, porém, sua implantação ainda enfrenta desafios. Os exemplos de cidades inteligentes são pontuais e a análise de Big Data ainda não faz parte do desenho de políticas locais – na maioria dos casos, aparece apenas depois, como forma de melhorar um plano já estabelecido.

E você, que tipo de serviço público acha que poderia ser melhorado por meio do uso de big data analytics? Compartilhe suas impressões nos comentários ou em nossos canais no facebook e twitter.

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