Análise e Discussão Big Data

Google quer fortalecer Big Data e ser líder nos serviços de nuvem

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Antes, o (nem tão) saudoso disquete bastava para guardar as planilhas, textos, catálogos ou dezenas de fotos (em baixa definição, claro). Depois dele, os CDs, os DVDs, os drives externos fizeram o seu papel de guardiões dos nossos bytes, megabytes e terabytes de conteúdo.

Quanto mais cresce a capacidade de produzir informações, mais as empresas precisam de soluções capazes de arquivar o máximo de dados – com a possibilidade de achá-los rapidamente depois. Onde acontece essa mágica? Na nuvem.

A Google sabe disso e aposta cada vez mais alto nos serviços de armazenamento em cloud – além, claro, de querer desbancar a concorrência. Veja como:

Corrida na nuvem

Durante a conferência Structure, realizada em São Francisco em novembro, Urs Hölzle, vice-presidente de infraestrutura da Google, declarou que as receitas com o negócio de cloud vão superar os lucros adquiridos com publicidade daqui a cinco anos.

Para ele, “a nuvem será um grande negócio”. E a corporação está se movimentando para que isso se torne realidade.

Ocupando o terceiro lugar do mercado desse tipo de serviço, a empresa vem atuando de forma agressiva para superar os concorrentes Amazon Web Service e a Microsoft Azure.

A cartada recente foi oferecer gratuitamente os serviços da Google Apps – que faz parte da Google Works – para empresas que têm contrato com os rivais. Isso mesmo, enquanto vigorar um contrato com a Microsoft, por exemplo, será possível aos empresários utilizarem os seus serviços de e-mail profissional, armazenamento online e agendas compartilhadas corporativas.

Seria isso um golpe baixo? Para a Google, apenas uma questão de livre mercado.

Degustação

Além da Google for Work, a Google Cloud Platform oferece estrutura para que os programadores possam utilizar seus sistemas nas máquinas virtuais da empresa. Quer testar? A companhia disponibiliza 60 dias gratuitos para desenvolvedores. Fica a dica.

Nos serviços estão inclusos suporte a diversas linguagens, ferramentas, bancos de dados e balanceadores de tráfego.

A plataforma na nuvem da Google é dividida em quatro setores: computação (IaaS, PaaS e containers), storage (do armazenamento mais simples ao armazenamento de grandes bases de dados não estruturadas e de dados de Internet das Coisas), Big Data e serviços de gerenciamento (de implantação e de falhas).

Para o alto e avante

Quem sai ganhando com essa disputa ‘saudável’ são as empresas que fazem uso da nuvem. Principalmente os negócios que utilizam a análise de dados, o armazenamento e o gerenciamento de grande volume de informações para melhor atender clientes e saber mais sobre os concorrentes.

Esses empreendimentos tiram proveito direto da boa qualidade dos serviços oferecidos em nuvem. E de Big Data também.

Os números

Segundo a empresa de pesquisa Gfk, o Brasil é o segundo país da América Latina com maior número de pessoas que guarda seus dados em nuvem (44% da população online faz uso do recurso). O estudo foi realizado com 26 mil pessoas em 22 países.

E entre os anos de 2020 e 2025, 50% de todo o volume de dados do planeta estará na nuvem, de acordo com a empresa de pesquisa IDC. Ou seja, o que vemos é um grande potencial de negócio na nuvem, tanto para as empresas que vendem espaço de armazenamento quanto para soluções de Big Data, que precisam de um local eficiente para funcionar.

E na corrida entre as maiores, o que se espera é qualidade, velocidade e segurança.

E você, guarda seus dados na nuvem? Conte para nós.

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