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Big Data e Netflix: uma parceria de sucesso

big data e netflix
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A Netflix, um dos maiores serviços de streaming de vídeos do mundo e com presença em mais de 130 países, superou os 75 milhões de assinantes.

Atualmente, a plataforma gera 37% de todo tráfego, em horário de pico, da internet dos EUA e alguns usuários chegam a consumir cerca de 45 GB de dados por mês. Seu valor no mercado já supera a casa dos US$ 40 bilhões e, só no primeiro trimestre de 2015, 10 bilhões de horas foram assistidas no aplicativo.

Os números da empresa americana, que foi criada em 1999, impressionam. Estes resultados são possíveis graças à qualidade do serviço, que é otimizado constantemente. A empresa conhece o comportamento do seu consumidor e têm uma visão ampla e geral do produto que oferece. Como conseguiram isso? A resposta é simples: uma parceria entre Big Data e Netflix!

House of Netflix

“Decisões baseadas em emoções não são decisões”. A frase é do personagem Frank Underwood, de House of Cards, e o serviço de streaming sabe bem disso.

A Netflix tem como base do seu trabalho diário a análise de dados. Seus algoritmos e especialistas possuem habilidades analíticas para personalizar o atendimento, distribuir conteúdo, analisar melhores dispositivos e conhecer os hábitos dos clientes.

Com isso, a empresa pode prever e recomendar ao usuário o estilo que mais combina com ele se baseando em seu comportamento na rede. E tudo pode virar dado relevante para análise: o que você vê? Que horas você assiste? Como você procura? Qual dispositivo você usa? Em que pontos do filme você pausa ou avança? Por que você só assistiu o primeiro episódio daquela série? Quem são seus atores e diretores favoritos?


Leia também: Mineração de dados: saiba como ela beneficia estratégias políticas


Predição é o novo ouro

Prever os hábitos de seus clientes é a principal causa do sucesso da Netflix. Em 2006, quando era apenas uma locadora de vídeo pela internet, a empresa ofereceu US$ 1 milhão para quem desenvolvesse um algoritmo capaz de prever como seus clientes avaliariam um filme respaldado pelas suas próprias classificações de outras obras e pelo menos 10% mais eficiente do que o modelo que a companhia utilizava.

O concurso causou frisson nas comunidades que trabalhavam com inteligência computacional e a equipe ganhadora foi conhecida em 2009. Desde então, a competição é relançada periodicamente para que o serviço continue melhorando e esteja aberto a novas possibilidades de sair na frente da concorrência.

Exemplo disso é a própria House of Cards. Produção original da plataforma de streaming, a série nasceu a partir desta dupla formada por Big Data e Netflix e da análise de dados coletados em sua base de usuários. A Netflix já sabia que uma parcela considerável de seus assinantes havia assistido o trabalho de David Fincher, diretor de A Rede Social, do início ao fim.

E que filmes com Kevin Spacey, protagonista da série, sempre foram bem avaliados, assim como a versão britânica de House of Cards, que já era distribuída com sucesso pelo aplicativo e serviu como base para a produção norte-americana. Com essas três cartas na mão, a empresa fez as contas e já sabia que a série seria um hit de popularidade antes mesmo de gritar “ação!”.

Big Data e Netflix = um passo à frente da concorrência

O que a Netflix tem feito, na verdade, é se preparado para a “guerra”. Seja contra a Amazon – que também investe em Big Data e comprou em 2011 a base de dados de uma de suas concorrentes, a Lovefilm –, seja contra o sistema de streaming da HBO, ou até mesmo contra a brasileira Looke, que quer chegar ao final de 2016 com 1.500.000 assinantes.

Ganha a corrida quem tiver as melhores informações e souber o que fazer com elas. Para continuar crescendo e ampliando  seus campos de atuação, a Netflix levará este ano para os festivais de cinema de Toronto e Veneza o seu primeiro longa metragem. O filme Beasts of No Nation será lançado nos cinemas e também para assinantes do serviço online, outra aposta baseada em análise de dados.

Segundo Jeff Magnusson, gerente de arquitetura de plataforma de dados da empresa, a Netflix trabalha com as seguintes premissas em relação aos seus dados: eles devem ser acessíveis, de fácil processamento, de fácil visualização e quanto mais tempo você demora para encontrá-los, menos valiosos eles se tornam.

Este serviço on demand, por meio dos dados, tem feito as melhores perguntas e, consequentemente, tomado as melhores decisões em seu negócio. E, como diria novamente Frank Underwood, “é assim que se devora uma baleia, Doug: um pedaço de cada vez”.

E você, o que acha da parceria entre Big Data e Netflix e da forma como a empresa utiliza os dados para melhorar a nossa experiência com o serviço? Conte pra gente!

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