Análise e Discussão Big Data Monitoramento de Redes Sociais

Big Data pode prejudicar a privacidade das pessoas?

O Big Data pode mesmo prejudicar a privacidade das pessoas
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Big Data criou uma verdadeira revolução na gestão empresarial. Levou empresas de todos os portes a uma nova dimensão em análise de dados, brindando com maior poder competitivo aquelas que se lançaram nessas novas tecnologias de mineração de dados na web, em ERPs, CRMs e demais fontes.

Os tradicionais recursos analíticos que subsidiavam as tomadas de decisões estratégicas receberam o incremento de poderosas soluções automatizadas, que entrecruzam dados e geram indicativos de alto potencial para o negócio. Todo esse movimento de agregação de informação pulverizada no ambiente corporativo (e posterior análise para geração de direcionamentos) explica por que o Big Data tende a crescer 6 vezes mais do que o setor de TI em 2018.

As fontes para Big Data podem abarcar quase tudo, de informações registradas em bancos de dados de call center a conteúdo de planilhas financeiras e contábeis da empresa dos últimos 20 anos. Tudo é matéria-prima para ajudar a entender o mercado, o movimento de compra do consumidor, as suas alterações de humor, as mudanças macroeconômicas, as possíveis novas tendências e quais serão os potenciais próximos passos da concorrência. Em um ambiente dinâmico e em que é exigido das organizações capacidade de resposta quase imediata às mudanças, essa solução está para os gestores modernos como um radar está para um piloto de aeronave.

Contudo, quais são os limites éticos na captura de dados para gerar informações? Qual a relação entre Big Data e privacidade?

Quais informações podem ser extraídas de um trabalho de mineração de dados?

Dados capturados de redes sociais como LinkedIn, Facebook e Twitter, por exemplo, podem trazer metadados que acrescentam informações adicionais sobre os usuários, como geolocalização, o que permitie a um departamento de marketing compreender de quais regiões surgem o maior percentual de hashtags de engajamento. Essa percepção mais apurada possibilita direcionar diferentes trabalhos de outbound marketing para mercados consumidores específicos (garantindo retorno sobre o investimento muito mais elevado do que o que seria alcançado em uma campanha feita “às cegas”).

Big Data e privacidade: a captura de dados postados por indivíduos em mídias sociais

A imensa quantidade de dados inseridos em redes sociais traz à tona a viabilidade ética de replicar essas informações ou usá-las para controle governamental ou fins empresariais. Nos EUA, por exemplo, revelou-se em 2013 que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos e o FBI possuíam acesso direto aos servidores centrais das mais importantes empresas de internet do planeta. Dados oriundos do Google, do Facebook, do Skype e do Aol, por exemplo, eram totalmente monitorados pelas agências de inteligência norte-americanas, o que evidencia a inviabilidade de manter informações absolutamente seguras na rede.

É ético fazer uso desses dados postados?

Por se tratar de um fenômeno recente, não há entendimento consolidado de que os dados postados pelos internautas sejam de propriedade particular. Há, inclusive, inúmeros juristas no Brasil e no exterior que defendem a ideia de que as informações inseridas em mídias sociais, por estarem sendo desnudadas conscientemente ao acesso livre, não podem ser posteriormente reivindicadas como confidenciais.

Essa tendência de entendimento indica a possibilidade de as empresas utilizarem de forma comercial e livre os dados postados na web. Até mesmo porque, mesmo com a crescente inserção de ferramentas de bloqueio de dados privados em redes sociais, a maioria dos usuários insiste em manter suas informações expostas ao público de forma indiscriminada.

Big Data: ferramenta básica do futuro no auxílio às decisões empresariais

O Big Data pode ser usado para coibir fraudes em sistemas corporativos, compreender o consumidor, identificar processos internos ineficientes, entre outras funções. Porta de entrada para entender mudanças ainda mais profundas na maneira como o ser humano se relaciona com a tecnologia, essa solução e suas variáveis (como o Social Big Data, que trabalha exclusivamente com mineração de dados em mídias sociais) é hoje a mais importante arma de diferencial competitivo às empresas ousadas — independentemente do porte — e de gestores modernos.

O importante é escolher um parceiro com expertise na implantação do recurso, capaz de adequar as funcionalidades do sistema às especificidades da companhia — tudo dentro dos limites éticos, mas sem perder oportunidades de uso dos dados disponíveis na web.

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