Big Data Dicas

O que Big Data muda na realidade dos profissionais de marketing?

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O padrão de consumo é uma verdadeira mina de ouro para quem trabalha com marketing. Descobrir o que as pessoas querem, quais são suas necessidades e como elas compram é uma forma de impulsionar vendas mais assertivas e direcionadas e, consequentemente, faturar mais.

Para chegar até essa fonte rica sobre o comportamento do consumidor, profissionais de marketing sempre garimparam informações sobre o perfil do seu público – geralmente por meio de cadastros no ponto de venda ou em canais digitais e ainda por meio de pesquisas, questionários e entrevistas.

No entanto, com o aumento do número de pessoas conectadas nas redes sociais e utilizando dispositivos móveis, Big Data Analytics tem se mostrado um bom atalho até os hábitos do consumidor e, o que é melhor, de forma mais precisa.

Porém, para que a análise de grandes dados faça a diferença, é preciso compreender, estruturar, relacionar e estudar os rastros digitais dos consumidores e as informações geradas por meio de Big Data, principalmente na web – o que tem mudado alguns conceitos e ações dentro dos departamentos de marketing.

Veja como Big Data tem influenciado e mudado o trabalho das equipes ligadas ao marketing e como utilizar as análises de grandes volumes de informações para alcançar novas oportunidades nos negócios.

Interpretação dos dados é essencial

A implementação de estratégias impulsionadas pela análise de dados é um dos grandes desafios dos profissionais de marketing. Uma pesquisa com executivos de finanças e inteligência de mercado feita pela KPMG Capital – fundo de investimento em Big Data – mostrou que 99% dos entrevistados acreditam que Big Data é importante para a tomada de decisão.

No entanto, 85% têm dificuldades para analisar e interpretar com cuidado os dados e apenas 25% aplicam os insights revelados por meio dos estudos.

Na hora de utilizar Big Data, é importante contar com ferramentas tecnológicas e sistemas de coleta e análise, como plataformas de mineração de dados. Além disso, é relevante contar com profissionais que possuam habilidades estatísticas para interpretar as informações colhidas, gerando valor ao seu negócio por meio dos dados.

Análises de mercado mais específicas

Graças à quantidade e à variedade das informações, e à velocidade com que elas são analisadas, Big Data tem o poder de revelar padrões por meio de um estudo mais específico de público-alvo e de mercado, o que garante às empresas grandes vantagens competitivas.

Desta forma, os dados superam a intuição dos profissionais de marketing, mesmo dos mais experientes, por meio da aplicação de técnicas para extrair significado de eventos ocorridos (análise descritiva), estabelecer correlações (análise preditiva) e levantar ideias (análise prescritiva) dos dados gerados, seja na internet ou mesmo dentro das organizações.

As informações sobre consumidores passam a ser baseadas em conhecimento personalizado sobre suas preferências e necessidades, por meio de relações que vão além das análises feitas com base em causalidades.

Experiências mais significativas no ponto de venda

Big Data faz toda a diferença para quem trabalha especificamente com trade marketing (distinção dos produtos e serviços dos pontos de venda). Isso porque a análise dos hábitos e preferências do consumidor são essenciais para impactar de forma positiva o cliente no momento de decisão de compra, ou seja, no ponto de venda. Dessa forma, é possível identificar os meios de distribuição mais adequados para atender o público.

A análise de grandes dados serve como fonte de colaboração para lidar com um consumidor multicanal, que procura experiências de consumo personalizadas, que pesquisa e quer facilidades. Ao estar por dentro destas informações, o profissional de marketing consegue avaliar com mais facilidade os cenários, que mudam cada vez mais rapidamente.

Mais fonte de dados

Dados demográficos já não são mais suficientes para identificar o perfil do consumidor. As páginas que ele curte no Facebook, os perfis que segue no Twitter e os check-ins que faz no Foursquare também dizem muito sobre suas preferências e ajudam a identificar clientes em potencial. E estas informações podem, e devem, ser cruzadas com outros tipos de dados para apontar novos targets.

Há varejistas que consideram dados meteorológicos para comprar mercadorias específicas para seus pontos de venda e, dessa forma, oferecer descontos ou aumentar a frequência de entrega. Supermercados podem identificar o tamanho médio dos carros de seus clientes e determinar a frequência de viagem ou a probabilidade do cliente fazer compras de grandes quantidades.

Toda fonte de informação ajuda as empresas a personalizar suas ofertas, estimar suas vendas, escolher produtos com maior lucratividade, realizar ações mais direcionadas, melhorar o relacionamento com o consumidor e impulsionar as vendas. E os profissionais do marketing precisam buscar estas informações.

Automação do marketing

As redes sociais armazenam um grande volume de dados sobre seus usuários. O Facebook, por exemplo, rastreia o IP dos computadores de cada perfil conectado. Há redes que também coletam coordenadas de geolocalização de dispositivos móveis, identificam as páginas visitadas antes e depois pelos usuários logados ou mesmo permitem a integração de outros aplicativos em suas plataformas.

Ao investir em sistemas que coletam e analisam estas informações, é possível automatizar as pesquisas de marketing, com análises preditivas, mineração de dados e o rastreamento de palavras-chave. Dessa forma, os profissionais de marketing conseguem definir o comportamento do internauta, da concorrência e do mercado e, assim, implementar estratégias – de mídia, conteúdo, promocionais – mais certeiras.

Com Big Data, o que muda nos departamentos de marketing é a possibilidade de prever comportamentos de compra com mais precisão por meio da coleta de dados a partir de um grande número de fontes, principalmente as redes sociais e os canais digitais.

Você já utiliza esta estratégia no seu negócio? Conte sua experiência para a gente nos comentários.

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