Análise e Discussão

O relacionamento com o cliente e a internet das coisas

O relacionamento com o cliente e a internet das coisas
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Os Jetsons, desenho animado produzido por Hanna Barbera na década de 60, descrevia uma realidade utópica. Máquinas podiam prever os próximos passos ou interagiam com os personagens através de um clic. Televisões conectadas a distância, robôs munidos de inteligência artificial.

Hoje, a tecnologia avança a passos largos para dentro da nossa casa cada dia mais rápido (que ótimo!).  Casas inteligentes, conectadas aos painéis de carros de última geração. Centrais de ar que entendem os seus hábitos e sabem que tipo de temperatura você prefere ou o simples glow cap, o frasco de remédio que lembra que já é hora de tomá-lo.

Muito longe de ser milagre ou ficção científica, a internet das coisas é  uma realidade possível dentro das empresas. E pode ajudar, e muito, no seu dia a dia e no relacionamento com o cliente.

Internet das coisas em ação

E se você pudesse saber quando o cliente entra na loja, quanto tempo ele permanece escolhendo um produto e em que setor ele está nesse momento? Como gerar mais negócios com essas informações? Como identificar e antecipar as necessidades desse consumidor?

Muitas perguntas e muitas respostas. Com os sistemas tipo CRM (Customer Relationship Management), aliados à análise de dados e à tecnologia aplicada às coisas – dentro dos smartphones dos próprios clientes, por exemplo –  é possível construir uma estratégia de negócio apoiada nos sistemas de informação.

E como pode funcionar?

Um exemplo, que também parece também saído de filmes de sci-fi, une bem o mundo físico do digital e demonstra que não há limites na utilização de objetos a favor de qualquer tipo de negócio: o MagicBand, pulseira de identificação para usuários dos parques Disney em Orlando.

O objeto facilita a vida de quem o usa. Para isso, basta estar conectado e cadastrado no MyDisneyExperience.com. Com a pulseira é possível ter acesso mais rápido a brinquedos, reservas de restaurantes dentro do parque, saber de informações online sobre as atrações. E se você está hospedado no resort do parque, pode entrar e sair do hotel passando o bracelete num portal, pagar contas em lanchonetes e lojas de souvenirs, além de ser fotografado em qualquer lugar do parque e receber as fotos impressas e na nuvem no fim do dia. Tudo isso apenas utilizando uma pulseira.

Por essa facilidade o cliente dá o bem mais valioso para a empresa: informação. Onde ele esteve? O que comprou? Quais os seus brinquedos preferidos? Tudo com consentimento, é claro.

Uma troca justa

A pulseira torna extraordinária a experiência do turista no parque e ele retribui com dados que podem ser utilizados pela empresa em tempo real, seja para oferecer mais produtos, dar soluções para problemas ou mesmo criar parâmetros e hábitos daquele e de outros clientes com o mesmo perfil.

E cada dia mais os consumidores estão trocando informações por facilidades como essas, imbuindo objetos de dados, como se esses fossem invisíveis. É como mencionou Mark Weiser, ex-cientista na Xerox de Palo Alto: “as tecnologias mais profundas são aquelas que desaparecem. Elas se entretecem no tecido da vida cotidiana até se tornarem indistinguíveis dele”.

Você acha que a internet das coisas já é uma realidade para você? Como a sua empresa pretende participar disso? Conte pra gente!

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