Uber e Big Data: saiba como a empresa utiliza (bem) os dados

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O Uber nasceu em São Francisco (EUA), no ano de 2009, e hoje dispensa apresentações. Mesmo assim, o apresentamos: ele é um aplicativo para dispositivos móveis que coloca os usuários em contato direto com os automóveis de passageiros com condutor. “Seu motorista particular” ou “táxi descomplicado”, como eles mesmo se definem.

Os taxistas, que dividem as ruas com os motoristas do Uber, reclamam da falta de regulamentação dos carros e que já perderam 30% de clientes depois que o serviço tomou as ruas do Brasil.

Polêmicas à parte, saiba como o aplicativo está fazendo um excelente trabalho de Big Data.

Motoristas em todo lugar

Todo modelo de negócios do Uber se baseia em crowdsourcing, que utiliza mão de obra e conhecimento coletivos para desenvolver soluções e criar produtos. A ideia central é: qualquer pessoa com um carro está disposta a ajudar alguém a chegar em qualquer lugar que se queira.

No minuto em que você clica no seu aplicativo, Big Data também está lá, dando suporte para que se ache um motorista nas cidades onde está o serviço, cruzando os dados da carona mais próxima, tornando o serviço mais ágil.

Antes de você entrar no carro, os serviços de GPS já cruzaram outros tantos dados de quilometragem, ruas, tarifas e tempo em um algorítimo refinado, que determinam previamente o tempo estimado de viagem e quanto ela custará. E se você mudar de ideia sobre o seu destino no meio do trajeto, não tem problema. Em tempo real, o aplicativo refaz o caminho, vê as condições de tráfego e você já está em um novo trajeto com um novo preço.

Aqui, uma explicação que pode ser necessária aos usuários do Uber: os valores baseados nessa precificação dinâmica já ocasionaram problemas em outras cidades, como Nova Iorque. Assim como nos hotéis e nas companhias aéreas, que ajustam os preços de acordo com a demanda, é possível que o preço da sua corrida triplique, já que o serviço utiliza modelagem preditiva para estimar a demanda em tempo real. Ou seja, fique sempre de olho nas datas festivas ou mais concorridas.

O bom uso dos dados

Ron Hirson, executivo da DocuSign, empresa de software especializada em gerenciamento de transações digitais, menciona que em suas várias viagens a negócios ao redor do mundo, só quatro pessoas sabem do seu paradeiro: a Nasa, a Apple, a sua esposa e o Uber.

Ainda segundo Ron, os passageiros viraram um mina de ouro de dados para o Uber, que sabe onde as pessoas moram, trabalham ou preferem se divertir.

E se o Uber começar a compartilhar essas informações com hotéis ou restaurantes? Com tantos dados nas mãos, é possível que o aplicativo possa se desdobrar e oferecer outros tantos serviços, assim como faz hoje o Google.

Os braços do Uber

Na cabeça do CEO do Uber, Travis Kalanick, as ideias já afloram. Quando, por exemplo, nota-se que vários carros fazem o mesmo trajeto, em uma mesma hora do dia e em corridas curtas, nasce o conceito do UberPool. O serviço quer cruzar viagens semelhantes e compartilhar um carro com vários usuários. Vamos para o mesmo lugar? Pegue carona na carona.

Outras iniciativas que têm os olhos no futuro são o UberChopper, oferecendo passeios de helicóptero para os ricos, UberFresh, para as entregas de compras de supermercado, e o UberRush, um serviço de pacote de entregas.

As métricas

Os sistemas de avaliação do Uber são levados muito a sério. O usuário avalia o motorista e vice-versa, construindo assim uma confiança mútua entre todos os envolvidos. E deixando o rastro de dados para os próximos clientes, que saberão com quem estão andando.

Os motoristas também têm de se preocupar com a ‘taxa de aceitação’, que deve se manter nos 80%. Esse número baseia-se no número de corridas que ele aceita versus as que ele declina. É preciso estar disponível para o passageiro.

O certo é que o Uber não dormiu em serviço e utiliza a análise dos dados para cuidar bem dos seus atuais passageiros e conquistar tantos outros. Em troca de benefícios, descontos e milhas, os usuários do aplicativo darão todo tipo de informação. E você, vai de táxi ou de Uber?

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