Análise e Discussão Big Data Cases

Spotify e Big Data: dados são música para seus ouvidos!

0

Nós e a música… Antigamente era preciso um local especifico, um horário marcado. Havia instrumentos ao vivo num palco e ouvintes atentos. Um concerto. Mas isso era antes, muito antes.

Passamos pelo walkman, pelo Napster, pelo MySpace, pelo Torrent. O formato mp3 derrubou barreiras, criou a noção do compartilhamento em redes e a web assumiu o protagonismo no consumo musical.

Dados, internet e conectividade: finalmente estamos na era do streaming!

Comprar um CD ficou obsoleto. A internet finalmente tornou possível escutar qualquer música, onde e quando quiser. Já não passamos mais pela ansiedade de esperar meses pelo lançamento do nosso artista predileto. Não possuímos a música. Queremos apenas acessá-la. Mudado o referencial, as músicas agora também são dados a serem computados, analisados e mensurados. O Spotify sabe bem disso.

Dê o play

Antes de começarmos: já decidiu qual playlist do Spotify vamos escolher para tocar enquanto produzimos esse texto? Rap Nacional, CrossFit ou Pedalando pela Cidade?  Por que não aceitar as sugestões do próprio serviço de streaming? Afinal, eles sempre acertam em cheio.

A empresa utiliza as preferências do usuário para melhorar a sua experiência com o aplicativo. O algorítimo certo na hora exata consegue identificar como os ouvintes buscam por músicas novas, quais artistas estão procurando ou qual é ouvida mais de uma vez.

Tudo é analisado e pode virar possibilidades comerciais que vão de recomendações certeiras a estratégias de marketing arrebatadoras.  Com a análise de dados, o Spotify consegue compreender quem é o seu usuário e em que tipo de mercado ele está inserido.

Um exemplo: segundo o streaming e, baseado em 200 milhões de horas de músicas escutadas, São Paulo foi o estado brasileiro que mais ouviu sertanejo nos últimos 12 meses. Esse dado serve para os empresários dos músicos sertanejos na venda de possíveis shows na região e é útil também para as marcas que se associam a esse estilo.

Esse tipo de informação  é relevante até para as gravadoras e sua tradicional venda de CDs, que podem segmentar dentro do aplicativo a oferta de artistas desse gênero.

Quanto vale o show?

Sua marca toca qual música? Essa é também uma pergunta possível de se fazer. Com o Spotify Audience Targeting é possível atingir um público-alvo específico e personalizado, baseado em seus gostos musicais. Isso é feito com a segmentação de playlist para um público com idade, gênero e estilos específicos – isso para citar só alguns parâmetros.

Para Jeff Levick, diretor do Spotify, “a música é uma parte integrante da vida das pessoas, dia após dia”, o que gera a possibilidade, segundo ele, de se ter “ricas percepções de comportamento”. O mais importante, no entanto, é que a empresa faz questão de não deixar todas essas percepções guardadas na gaveta quando vê uma oportunidade de melhorar a experiência do usuário.

Com o volume de Social Data coletado, o Spotify permite que um usuário com amigos no aplicativo descubra quais são as suas músicas preferidas a partir da playlist “Friends Top Tracker”. Outro exemplo do uso inteligente que o aplicativo faz de Big Data é a playlist “Descobertas da Semana”. Toda segunda-feira uma nova playlist é criada para o usuário com sugestões musicais baseadas nas faixas mais ouvidas durante a semana anterior.

A playlist ainda vem com uma foto personalizada! – quer prova maior de que os dados são parte fundamental da estratégia do Spotify de se tornar o serviço de streaming musical favorito da internet?

Nem tudo são flores

Mas a empresa, claro, não está livre das críticas. Enquanto artistas diversos, como Thom Yorke, vocalista do RadioHead, ou Taylor Swift esbravejam contra o serviço de streaming. Bernard Marr, autor do livro ‘Big Data: using smart Big Data’, indica que o Spotify lançou uma nova política de privacidade que “mais parece um manifesto de namorado ciumento do que para um serviço de música”.

Entre os novos termos, a empresa reivindica o direito de ter acesso ao telefone, fotos, arquivos de mídia, GPS e contatos do usuário. O próprio CEO da companhia já voltou atrás, se desculpou e tentou especificar melhor os termos de uso, mas o sinal de alerta já se acendeu para todos os usuários que estão de olho em possíveis invasões de privacidade.

E você? Utiliza o serviço de música pela internet? Prefere o Spotify ou outro? Se preocupa com o que fazem com seus dados em serviços do tipo? Conte pra gente.

Baixe_aqui_seu_Ebook_3