Análise e Discussão Big Data

Como Big Data Analytics ajuda na educação

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Este artigo faz parte uma série especial de Volta às Aulas com conteúdos voltados para aplicações de Big Data na Educação. Confira outros materiais aqui e aqui.

Há alguns anos a tecnologia vem sendo utilizada dentro das salas de aula e auxiliando no desempenho de professores e alunos.

Lousas digitais, tablets, plataformas exclusivas, apps. O digital e o online fazem parte nos dias atuais do processo educacional de escolas e universidades.

Segundo pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cedit), 99% das escolas públicas possuem computadores. Nas escolas particulares, esse número chega a 100%. Essas porcentagens evidenciam uma oportunidade como próximo passo a ser dado pelas instituições.

O que pode ser um diferencial nessas salas de aula, atuando como um processo transformador no aprendizado do aluno? Big Data.

Análise de dados no ensino personalizado

A ideia geral é antiga. O professor e educador Paulo Freire já propagava que é preciso valorizar a cultura de cada aluno e que isso deve ser levado em consideração no processo de ensino. Ele sabia que personalizar e focar nas diferenças de cada um era a solução para a melhoria do aprendizado. Só não tinha à disposição as ferramentas tecnológicas para ajudá-lo ainda mais nesse processo.

Segundo o Índice de Desenvolvimento de Educação Básica, o Ideb, 30% das escolas de ensino básico precisam melhorar o ensino, 8 a cada 100 alunos não passam de ano e a média obtida em matemática é maior que em português. Com esses e outros dados à disposição, é possível fazer um quadro geral em relação a uma escola, a uma sala de aula e até mesmo a um aluno em particular. Qual a maior facilidade desse aluno? Ele tem afinidade com qual disciplina? Em qual setor ele tem desenvolvimento mais deficiente?

Big Data Analytics pode ser convertido em benefício para o aluno e ajudar o professor – e a escola – a entender que cada cabeça é um mundo e que cada um tem sua próprias necessidades.

Big Data na educação: modo de usar

Todo dado é bem-vindo. Das notas que os alunos tiram até os registros de sua vida escolar, tudo isso pode ser transformado em análises possíveis de se cruzar e obter resultados.

Para as escolas do Colorado, nos EUA, por exemplo, os dados são jóia rara. O programa de educação do estado reúne informações sobre seus 860 mil alunos, 2 mil escolas e 178 distritos, e foi apresentado num evento do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) como um projeto significativo no aproveitamento de dados para a melhoria da educação.

O RISE (Relevant Information to Strengthen Education), como é chamado o programa, municia o governo de informações em todas as iniciativas de reforma no setor educacional. Assim eles têm condições de identificar o que funciona, ou não, baseado na sólida informação de números.

A aprendizagem adaptativa também é mais um filho que nasce com a utilização de análise de dados na educação. A ideia é adaptar o material de cada aluno às suas experiências e necessidades. E a personalização, claro, é fundamentada em vários campos de estudo, incluindo a ciência da computação e o cruzamento de dados.

O futuro

O fato é que a análise de dados na educação é uma realidade que se aproxima aos poucos. Mesmo a passos lentos, principalmente no ensino superior, deve ser aproveitada como oportunidade também de desenvolvimento do negócio educacional, além da melhoria do ensino, como nos exemplos acima.

Big Data possibilita, inclusive, a análise de novos campos de atuação e constante autoavaliação do conteúdo ofertado aos alunos. O futuro nas salas de aula vem aí.

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