Análise e Discussão Big Data Cases

Como utilizar Big Data para solucionar crises e reagir a desastres?

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Lançado em 2002, o filme Minority Report mostrava um futuro não muito distante onde policiais eram capazes de prever alguns crimes e impedir que eles acontecessem. Hoje, mais de 13 anos após o lançamento do longa, várias das tecnologias apresentadas naquela produção, como o uso de Big Data para prever e reagir a desastres, já não parecem itens de ficção-científica.

Mas como isso acontece? De que maneira a tecnologia tem agido para ajudar a sociedade até em momentos mais complicados?

Confira alguns casos que mostram na prática como utilizar Big Data para solucionar crises e reagir a desastres:

Cruzando dados e evitando incêndios

Em 2011, um enorme incêndio atingiu centenas de barracos da Favela do Moinho, uma comunidade localizada na cidade de São Paulo que acabou sendo reduzida pela metade depois das chamas. Agora, imagine se desastres assim pudessem ser evitados? É o que o departamento do Corpo de Bombeiros de Nova York está tentando fazer com a ajuda de Big Data.

Com um sistema capaz de armazenar todas as informações sobre os prédios da cidade — desde a data de construção até a última vistoria —, os bombeiros norte-americanos agora são capazes de cruzar esses dados com outros fatores, como temperatura e incidência de raios, para monitorar as áreas com mais chances de incêndios e até mesmo mandar equipes para fazer ações preventivas em cada um deles.

Algo que tende a ficar ainda mais assertivo com a entrada dos dados coletados em tempo real das redes sociais.

Big Data e o poder das redes sociais

Segundo uma pesquisa feita pela ComScore nos Estados Unidos, mais de 60% dos norte-americanos acessam a web através de smartphones, um número que tende a aumentar nos próximos anos. Com tantas pessoas conectadas por meio desses pequenos aparelhos que permitem acesso direto a seus perfis nas redes sociais, é de se esperar que elas forneçam dados valiosos em momentos de crise, como o que aconteceu em 2011 com a chegada de um enorme tornado na cidade de Joplin, no estado do Missouri.

Considerado um dos mais devastadores da história dos Estados Unidos, o tornado de Joplin só não teve efeitos ainda piores por causa do uso das redes sociais para conter e monitorar a crise. Uma fanpage criada em menos de 2 horas após o desastre mostrou a força das redes utilizando Big Data para processar informações, coletar dados sobre desaparecidos, oferecer suporte a desabrigados e informar a cidade toda sobre o status do tornado.

Dados vs. Terremotos

Depois de ver o sofrimento de milhões de pessoas com o terremoto do Haiti, em 2010, e o de Tohuku, no Japão, em 2011, empresas como Facebook e Google colocaram a mão na massa com bastante rapidez para ajudar as vítimas do terremoto no Nepal, em abril de 2015 — já contamos aqui no blog como Big Data ajudou a reconstruir Katmandu, você se lembra?

Do lado do Google, foi criado o Google Person Finder, um sistema onde era possível buscar informações sobre uma pessoa desaparecida e, na outra ponta, ser respondido em tempo real por voluntários e organizações que atuavam na área do desastre. Já o Facebook criou uma ferramenta  na mesma linha, mas com uma pequena diferença de funcionamento: eram os usuários que estivessem ou possuíssem amigos e familiares nas redondezas de alguma catástrofe que poderiam indicar que estavam seguros através da rede.

Mariana: como Big Data poderia ajudar?

Após todos esses casos, onde Big Data ajudou a diminuir o sofrimento de vítimas de grandes catástrofes, é impossível não se lembrar da tragédia de Mariana e imaginar o auxílio que a tecnologia poderia oferecer.

Em um primeiro momento, por que não adaptar a experiência do furacão de Joplin e utilizar as redes sociais combinadas à Big Data para tornar a busca por vítimas e a difusão de informações mais eficiente?

Com olhos no futuro e observando o ocorrido em Katmandu, por que não pensar em maneiras de reconstruir virtualmente a história do subdistrito de Bento Rodrigues, destruído pelos rejeitos da mineradora após o rompimento da barragem?

Facebook, Google, bombeiros… o que não falta são pessoas e instituições na busca por uma maneiras de utilizar Big Data para prever e reagir a desastres. Fica a esperança de que as respostas cheguem o mais rápido possível e os desastres sejam cada vez menos danosos.

Gostou do nosso post? Quer saber mais sobre como Big Data tem sido importante não só no mundo dos negócios, mas para a sociedade como um todo? Curta a nossa fanpage e fique de olho em outros artigos e notícias!

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