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Evite fraudes nas informações financeiras usando Big Data

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Já se foi o tempo em que apenas as grandes empresas necessitavam elaborar estratégias sofisticadas para proteção de seus dados.

O aumento da competitividade entre os mercados, a disseminação de dados corporativos confidenciais alocados em nuvem e a diversidade de ações maliciosas na web deram às companhias de todos os portes e segmentos a obrigação de direcionar esforços — e, principalmente, capital — para ampliar a disponibilidade, recuperação e proteção de seus relatórios, balanços, demonstrativos de resultados, fluxo de caixa, entre outras informações financeiras.

No post de hoje, vamos entender melhor como Big Data pode ajudar a evitar fraudes nas informações financeiras da sua empresa. Acompanhe:

Alguns cases de insucesso de grandes corporações

Os exemplos de empresas que amargaram imensos prejuízos pela ação de crackers (termo correto para nomear especialistas em violações em redes de computadores, com fins ilícitos) são incontáveis.

Sony: recentemente, a Sony informou ao mercado que terá de gastar US$ 40 milhões para remediar os danos sofridos por um ataque virtual em 2014.

JP Morgan: ainda no mesmo ano, o banco norte-americano JP Morgan demorou 3 meses para perceber que 90 computadores da organização sofreram invasões, violando cerca de 83 milhões de contas.

eBay: uma das mais importantes plataformas de varejo online do mundo teve sua base de dados invadida em maio do último ano, resultando no roubo do cadastro de milhões de usuários e em fraudes nas informações financeiras da empresa.

Se gigantes como as organizações citadas acima — que investem milhões de dólares na proteção de suas informações — são vítimas de ataques cibernéticos, imagine como sua empresa pode estar vulnerável.

Caso sua organização não tenha ainda uma política sólida de segurança da informação, vale a pena começar a pensar nisso.

Quanto mais dados alocados, maior a chance de fraudes nas informações financeiras

A conta é simples e vale para qualquer empresa: quanto mais dados estão alocados em servidores virtuais, ou mesmo nos discos rígidos da empresa, maiores são as chances de ser vítima de um ataque (e maior é o interesse de cybercriminosos em sua base de dados).

O problema é que, com a tendência de virtualização completa dos arquivos corporativos, todas as empresas estão expostas a intrusões.

Tipos de fraudes nas informações financeiras que podem ocorrer

O grande volume de informações financeiras de uma empresa alocadas na rede permite uma diversidade inimaginável de violações:

Alterações em balancetes, DRE e balanços patrimoniais

Por mais incomum que possa parecer, algumas empresas recorrem a crackers para invadir sistemas e redes de dados de seus maiores rivais no mercado, no intuito de alterar ou apagar informações financeiras que possam comprometê-los, resultando em prejuízos na prestação de contas ao Fisco ou comprometendo investimentos.

Consegue imaginar o prejuízo que uma alteração no passivo circulante de seu balanço pode causar em sua organização?

Phishing (captura de senhas)

Essa é uma intrusão clássica. A falta de uma política de segurança empresarial adequada permite que seus funcionários baixem fotos, arquivos de texto, vídeos e outras mídias, os quais podem ocultar cavalos de troia e outros malwares capazes de monitorar as atividades realizadas ao longo do dia e copiar senhas.

Nem precisa dizer o tamanho do risco financeiro a que estão expostas as empresas nesse perfil, certo?

Captura de informações financeiras que envolvam decisões estratégicas

Alguns dados presentes nos demonstrativos de resultados e, principalmente, no balanço patrimonial como reserva de capital, ativo não circulante imobilizado e contas a receber podem revelar investimentos futuros ou direcionamentos estratégicos confidenciais que, se caírem nas mãos da concorrência, podem resultar em incalculáveis perdas de oportunidades. O prejuízo financeiro nesse caso é indireto, mas não menos letal.

Centralizar e monitorar: como manter suas informações seguras

O Big Data ocupa um papel essencial na segurança da informação e até o setor público — costumeiramente conservador em seus processos internos — já se deu conta disso. Para se ter uma ideia da importância da análise de grandes dados na proteção de informações financeiras, o Ministério da Justiça recentemente adquiriu um superprocessador da IBM, o Watson, capaz de trabalhar terabytes de dados em tempo recorde, auxiliando o órgão no combate à sonegação fiscal e à lavagem de dinheiro.

Mas se engana quem pensa que uma empresa precisa investir milhões de dólares para ter proteção por meio do Big Data. Existem soluções sendo desenvolvidas com foco em empresas de todos os portes, implementadas a baixo custo e com ótimo ROI (Retorno sobre Investimento).

Como funciona

O Big Data faz o que os olhos humanos não conseguem fazer. Buscando informações presentes no ERP da empresa, planilhas, relatórios, fluxos de caixa, DRE, balanços e balancetes, ele agrega todas as informações presentes em locais distintos para, em seguida, intercruzá-las, no intuito de verificar recentes alterações, “rastros” suspeitos, ou qualquer indício de não conformidade.

Se um cracker (ou mesmo um funcionário não autorizado) acessa, por exemplo, o balanço patrimonial e altera informações em seu ativo circulante (ou agenda uma transação financeira indevida), um sistema em Big Data irá identificar a irregularidade ao cruzar toda a montanha de dados que compõe a atividade financeira da organização. De quebra, será possível identificar quem alterou, quanto e em qual horário. Isso explica porque especialistas apontam que o Big Data está em vias de mudar toda a estrutura e conceito dos atuais antivírus, firewall, anti-spam etc.

Sua empresa possui uma ferramenta moderna e completa para se proteger de fraudes nas informações financeiras? Caso a resposta seja negativa, clique aqui e descubra como adquiri-la!

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